Não se deixe enganar: o Pré-sal é rentável!

queda no preçoTem gente por aí querendo fazer você acreditar que o Pré-sal não é rentável. Na mídia e no Congresso os burburinhos constroem a ideia de que não há mais solução: é preciso entregar o Pré-sal e a Petrobras para os gringos e, então tudo se resolverá. Mas será mesmo? Não se deixe enganar, a história não é bem assim – aliás, não é nada assim.

Primeiramente, é preciso deixar claro: passamos por uma crise mundial no setor e a queda do preço do barril de petróleo deixa todas as multinacionais em apuros. No meio do ano balanços trimestrais mostraram que a Shell registrou queda de 33% nos lucros, demitiu funcionários e cortou custos. Já a British Petroleum teve prejuízo superior a US$ 6 bilhões enquanto o lucro da Exxonmobil caiu 52%. Ah, enquanto isso o lucro da Petrobras superou o da Chevron, Exxon e BP.

Bom, mas é inegável que o preço do barril está caindo. Pois é, e mesmo assim, o Pré-sal segue lucrativo e com exploração viável. Solange Guedes, diretora de Exploração e Produção da Petrobras afirma que não há nada no momento que indique que o cenário mudará a ponto de inviabilizar a exploração. “Ele tem se mantido lucrativo à companhia e com a exploração viável mesmo com a queda do preço no mercado”, afirmou em entrevista ao Estadão.

A Petrobras tem obtido ganhos em escala. O custo da produção por barril caiu 11% só no último ano, enquanto que os custos de construção de poços, responsáveis por 50% dos investimentos do Pré-sal, cairam à metade desde 2010. Assim os custos operacionais reduziram consideravelmente. Além disso, a empresa tem 15 plataformas  produzindo no Pré-sal com excelente desempenho, apesar da queda dos preços.

Portanto, não caia nessa história de que tirar a obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração do Pré-sal melhoraria as coisas. Quando uma empresa que só busca o lucro assume a exploração, graves consequências podem vir: produção predatória, mais riscos de acidentes, risco de fraudes na declaração de produção, perda do petróleo como estratégia internacional e diminuição das compras de plataformas.

“O Pré-sal é o mais importante negócio da Petrobras e a mais relevante oportunidade energética que o Brasil dispõe”, como afirmou Solange Guedes. Afinal, por que você acha que as multinacionais estão de olho nele, como alertou o Wikileaks?

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O leilão do petróleo e a tentativa de resgatar a república das bananas

com eptróleo

Em um momento de crise mundial do capital e do petróleo, a ANP decide fazer um leilão de lotes de exploração do petróleo em concessão para “sentir o terreno”. No cenário atual de baixa mundial no preço dos commodities, a intenção real parece se relacionar com o favorecimento do mercado, o aumento do clima de insegurança em relação ao Brasil e a venda de nossa riqueza a preço de banana, além de reforçar os rumores de que a Petrobrás vai mal das pernas.

Hoje, um dia após o leilão, as manchetes são de que apenas 14% dos blocos foram arrematados e os lucros foram bem menores do que o esperado. Além disso, a imprensa faz questão de enfatizar que a Petrobrás não deu nenhum lance, oque justificaria o mau momento por que passa a empresa e teria feito com que as outras grandes petrolíferas não participassem.

Vamos aos fatos. O primeiro ponto inegável é que fazer leilão de petróleo nessa conjuntura é dar tiro no pé, e mais, é trair o Brasil e todos os brasileiros, na medida em que vende o que é nosso a preço de banana pra quem não tem a mínima responsabilidade e compromisso com o nosso país.

O segundo ponto que a mídia tupiniquim ignora (de propósito) é que, devido à queda do preço dos barris de petróleo, todas as grandes petroleiras do mundo estão em crise. No final de julho, todas divulgaram seus balanços trimestrais com resultados muito aquém do esperado. A Shell registrou queda de 33% nos lucros, anunciou a demissão de 6.500 funcionários e o corte de US$ 4 bilhões em custos operacionais. A British Petroleum teve prejuízo de US$ 6,27 bilhões no 2º semestre, frustrando analistas. O lucro da Exxonmobil caiu 52% no 2º trimestre.

O lucro da Petrobrás, enquanto isso, superou o da Chevron, Exxon e BP. Notícia que não foi alardeada pela mídia e muito menos comemorada pelo mercado. O balanço do primeiro semestre da Petrobrás é o melhor dentre as maiores petroleiras do mundo.

A nossa imprensa justifica o desempenho pífio das multinacionais pela queda do preço do petróleo, mas tenta colar a pecha da corrupção à Petrobrás e, assim, contribui para a instabilidade do mercado.

É bom lembrar que a BP atribuiu o fraco desempenho não só à crise mas também às despesas que teve para encerrar queixas federais e estatais nos Estados Unidos relacionadas ao vazamento de petróleo da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, em 2010. Isso, senhores, é exploração predatória. Justamente o que tentamos evitar dando à Petrobrás a função de única exploradora do Pré-Sal. Sendo estatal, a Petrobrás tem compromisso com o Brasil e não vai explorar apenas em busca de lucros, independentemente dos danos ambientais causados pelo caminho.

A imprensa internacional, um pouco mais coerente, anuncia que as petroleiras têm a maior queda de lucros e uma década, tudo isso por causa da crise do petróleo. Dentre as citadas estão Chevron, Exxon, e OXY (Occidental Petroleum), as maiores apontadas pela Standard & Poors (aquela, super confiável, que rebaixou a nota do Brasil).

Diante de tudo isso, não se deixe enganar. A crise é mundial e passa também pelo petróleo. Apesar de tudo isso e da campanha interna contra o seu crescimento, a Petrobrás continua muito bem das pernas e esse leilão realizado pela ANP, na conjuntura atual, é só mais uma tentativa de resgatar o passado do Brasil de república das bananas.

Campanha tendenciosa contra a Petrobrás afeta os trabalhadores do setor

A gente sabe que está em curso uma campanha encabeçada por entreguistas e alguns setores da imprensa para desacreditar a Petrobrás e abrir caminho para as privatizações. Isso não é acontecimento recente, vem de décadas e alcança picos de vez em quando. É a galera do “quanto pior, melhor” fazendo o seu trabalho de catastrofista.
O que ninguém para pra pensar é nas implicações que tal campanha tem na vida de quem dedicou anos e anos de trabalho ao petróleo. Em março, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) ingressou com uma Ação de Responsabilidade Civil contra Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, por Danos Morais coletivos causados aos trabalhadores.

Em nota, a FUP afirma que a ação, que corre na 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, “visa responsabilizar os ex-gestores por danos causados às “honras pessoais” e ao “coletivo espírito de corpo” dos mais de 80 mil trabalhadores da Petrobrás que estão na ativa e também milhares de aposentados que ajudaram a construir a empresa”. A ação aguarda parecer do Ministério Público.

A Federação diz ainda que desde o início da Operação Lava Jato, em março do ano passado, “os petroleiros vêm sendo vítimas de insinuações, piadas e outros tipos de constrangimento, em função da distorcida e tendenciosa cobertura da imprensa, que tem levado a opinião pública a associar a Petrobrás à corrupção. Um ex-executivo da Petroquímica Triunfo chegou a divulgar um vídeo na internet, declarando que a empresa “virou um condomínio político de ladrões de primeira linha””.

A FUP reforça a campanha dos sindicatos e movimentos sociais em defesa da Petrobrás e do Brasil, já que a “estatal não pode ser criminalizada, nem seus trabalhadores penalizados por erros individuais de algumas pessoas”. Na ânsia por difamar a empresa, os catastrofistas não se preocupam com quem fica no meio do caminho e tem anos de suor e luta na construção e defesa do nosso patrimônio. A Petrobrás é patrimônio do povo brasileiro, que não vai assistir calado à tentativa de entregar nossas riquezas às exploradoras estrangeiras.

Não se deixe enganar: modelo de partilha é o melhor para a Petrobras e para o Brasil

modelo de partilha e concessão

O deputado Mendonça Filho (DEM-PE), o mesmo que quer colocar o programa Minha Casa Minha Vida em risco de extinção, caminha novamente rumo ao retrocesso. O seu projeto de lei 6726/13, que quer o fim da partilha e a retomada do modelo de concessão para exploração do petróleo, deve ter regime de urgência votado em plenário ainda hoje (16 de setembro), com aval do excelentíssimo presidente da Casa, Eduardo Cunha, que se juntou ao coro entreguista dos parlamentares.

O deputado justifica em seu projeto de lei que o modelo escolhido para a exploração e produção nas áreas do pré-sal fracassou e que “o regime de partilha, tal como formatado na Lei 12.351, de 2010, vai contra o interesse do povo brasileiro, pois gera menos participação governamental sobre o petróleo e gás a serem extraídos”.

O PL propõe ainda que o trabalhador brasileiro, detentor de conta no FGTS, possa participar dos leilões do pré-sal via aquisição de quotas de fundo de investimento a ser criado com fim específico. O deputado defende a retomada do modelo antigo, ou seja, do regime de concessão.

Importante lembrar que ter a Petrobras como operadora e exploradora única do Pré-Sal, ao invés de colocar nas mãos de exploradoras estrangeiras, como pretende o projeto de Mendonça Filho, garante ao Brasil baixos custos e maior participação governamental na exploração de petróleo.

Mas, afinal, o que significa regime de concessão e regime de partilha? Os entreguistas e a mídia golpista querem te fazer acreditar que o melhor modelo é aquele preferido dos tucanos, ou seja, o da concessão, que nada beneficia os brasileiros e só enche o bolso dos mais ricos. Neste modelo, o concessionário é proprietário exclusivo do petróleo extraído, ou seja, menor controle do Estado sobre a administração e comercialização do petróleo. Nossas riquezas nas mãos dos gringos, adeus investimentos em saúde e educação.

Não se deixe enganar, o modelo de partilha garante mais benefícios sociais ao país por ter, nas mãos do Estado, o controle de gerenciamento, administração e comercialização nas diversas etapas da exploração e comercialização do petróleo. O que isso quer dizer? Mais autonomia do Estado, além de estimular o sentimento de nacionalismo na condução da exploração de petróleo e permitir que a maior parcela da riqueza natural do petróleo do Pré-Sal seja convertida em resultados econômicos à população, com destaque para as áreas sociais.

Ter a Petrobras como operadora única da exploração do Pré-Sal conduz ainda os empreendimentos, proporcionando a seleção e o desenvolvimento de fornecedores de bens e serviços no Brasil. Com isso, é possível implementar uma política industrial que maximize o conteúdo local em bases competitivas e garante o crescimento do Brasil.

Já mostramos aqui que as empresas estatais são as grandes detentoras de reservas mundiais. As 10 maiores petroleiras do planeta são todas estatais. Então, por que os nossos parlamentares entreguistas insistem em ir na contra mão do mundo e desejam tanto entregar nosso petróleo aos estrangeiros?

É preciso evitar que interesses privados se imponham aos interesses da maioria da população brasileira e garantir que a Petrobras lidere a produção do Pré-Sal na condição de operadora. O petróleo é riqueza nacional e propriedade estratégica do povo brasileiro, vamos defendê-lo!

Paulo Henrique Amorim lança “O Quarto Poder” e manda o recado: o petróleo é nosso!

O jornalista Paulo Henrique Amorim, do blog Conversa Afiada Oficial, lançou ontem em Brasília o livro de sua autoria chamado “O quarto poder – uma outra história”, que reúne passagens de sua carreira como jornalista da grande imprensa.

Conhecido por fazer o contraponto contra aqueles a quem chama de “Partido da Imprensa Golpista”, PHA comentou a campanha difamatória que tem sido conduzida pela oposição e alguns setores da mídia contra a Petrobras. Ele conta que isso acontece desde o governo Vargas (tendo sido esta, inclusive, uma das causas de seu suicídio), sobrevindo a Jango, a Lula e chegando a Dilma. “A Petrobrás é alvo da Casa Grande, daqueles que acreditam que o petróleo não pode ficar no Brasil”.

Ele relembra, ainda, aquilo que os entreguistas fazem de tudo para o povo esquecer. “Na camada mais profunda da geologia política brasileira, está a questão da soberania, do interesse nacional. A situação caótica que se vê hoje no Mediterrâneo foi causada pelas guerras em busca de petróleo”.

Em entrevista para o Muda Mais Congresso, o jornalista ainda comentou as manifestações com bonecos infláveis que estão sendo feitas contra Lula e Dilma. “Eu não dou bola para bonecos, isso é uma manifestação democrática. Agora, enquanto eles inflam bonecos nas ruas, eu falo no meu blog sobre os porquês daqueles que inflam bonecos”.

O livro O Quarto Poder traz histórias dos bastidores de grandes coberturas jornalísticas ao longo da história profissional de Paulo Henrique Amorim. Uma delas conta que Fernando Henrique Cardoso, antes mesmo de ser candidato, vendeu a Petrobrás ao FMI com uma folha em branco, que seria o Plano Real. “O FMI comprou e bancou FHC como candidato porque sabia que teria algo depois”, explica o jornalista.

O Pré-Sal é do Brasil, não das multinacionais

desenvolvimento tec. 2

Na nossa série “motivos para a Petrobras ser operadora e ter grande participação no Pré-Sal”, um dos destaques da lista é a promoção do desenvolvimento tecnológico nacional.

Explicamos: com a experiência operacional da Petrobras, fruto do desenvolvimento científico e sua aplicação, é possível gerar aprendizado e promover o avanço tecnológico. Logo, ceder a condição de operadora retira vantagem estratégica, expõe o conhecimento a potenciais competidores e reduz as oportunidades de aprendizado.

Reconhecida internacionalmente pela sua liderança no desenvolvimento tecnológico da exploração e da produção de petróleo em águas profundas, a Petrobras detém tecnologia, capacidade operacional e financeira para liderar a produção, na medida do interesse social e do desenvolvimento econômico nacional.

A produção, que já alcança 800 mil barris por dia, foi alcançada apenas oito anos após a primeira descoberta de petróleo na província do Pré-Sal, ocorrida em 2006. Para se alcançar a produção de óleo de 800 mil barris por dia no Brasil, foram necessários 40 anos e a operação de 6.374 poços. Na Bacia de Campos, esse mesmo volume de produção foi alcançado em 24 anos, com 423 poços.

Cunha e Picciani começam as movimentações para votar projeto que acaba com sistema de partilha da Petrobrás

criador e criatura
E quando a gente acha que a coisa tá ruim só no Senado, no que diz respeito ao petróleo, descobrimos que o buraco é bem mais ao lado. Na Câmara, vejam só, os entreguistas também se articulam para fechar o cerco e votar a entrega do nosso pré-sal para as exploradoras estrangeiras.

O excelentíssimo senhor presidente, Eduardo Cunha, e sua criatura, Leonardo Picciani (líder do PMDB na Câmara) engrossam o caldo entreguista e saem agora em defesa do fim do modelo de partilha como “forma de abrandar a crise”.
Como a pauta esfriou no Senado, Cunha tratou logo de trabalhar seu “jeitinho” para colocar em votação no plenário, já na próxima semana, o PL 6726/13, do deputado Mendonça Filho (DEM/PE), que propõe a retomada do modelo de concessão na exploração das reservas de petróleo. Como a gente sabe, o modelo de concessão é exaltado por FHC, Serra e entreguistas de plantão, porque permite que os gringos coloquem as mãos no petróleo que é nosso.

Picciani alega que “o modelo da partilha se mostrou ineficaz. Isso paralisou a indústria do petróleo e tem reflexo muito grave para alguns estados, sobretudo Rio de Janeiro e Espírito Santo“. O que Picciani propositadamente deixa de considerar é que a crise do petróleo é GLOBAL, não culpa da Petrobrás. Em um ano, o preço dos barris de petróleo caiu mais de 50%, passando de US$ 101, em agosto de 2014, para US$ 46, em agosto deste ano. Essa situação já levou alguns países, como Noruega e Canadá, à crise econômica generalizada. Por aqui, por mais que se sinta os efeitos dessa queda do preço, a Petrobrás foi a menos afetada, dentre as grandes petroleiras, e permanece como uma das maiores do mundo.

Essa tentativa de sucatear a Petrobrás não vem de hoje, acontece desde o governo Vargas. Os tucanos e demais entreguistas têm verdadeira fixação pela Petrobrás e querem entregar a estatal para os estrangeiros de qualquer maneira, isso não é novidade. A novidade agora é atacar a Petrobrás para entregar a exploração do Pré-Sal, patrimônio do povo brasileiro, que vai garantir bilhões de reais em recursos para saúde e educação, por meio do Fundo Social. A quem servem, então, essas pessoas?
Estamos de olho! Não adianta mudar de Casa para votar projeto entreguista. Seja o PLS de Serra, seja o PL de Mendonça Filho e quantos mais vierem por aí, não vão entregar nossas riquezas naturais sem luta. Qualquer um com o mínimo de entendimento de geopolítica sabe a importância e a simbologia do petróleo no cenário internacional. Deixemos as migalhas aos vira-latas do Brasil.

Assim como Mr. Burns, Serra quer pôr as mãos no petróleo de qualquer jeito

Esta semana é especial pra todos nós. Na próxima segunda (3), o Congresso volta com as atividades e temos muita coisa pra acompanhar! Um assunto que é muito caro pra gente, o PL 131/15 do nobre Senador José [tarja preta] Serra, vai à votação no Senado. Basicamente, Serra quer tirar da Petrobras o protagonismo na exploração do pré-sal para entregar às empresas estrangeiras. Veja aqui como atua o Senador nesse sentido.

Para explicar melhor os esforços de Serra para entregar o nosso patrimônio pros gringos, achamos um episódio dos Simpsons em que Mr. Burns (qualquer semelhança entre os personagens não é mera coincidência) quer colocar as mãos no petróleo recém-descoberto a qualquer custo. Aperte o play! #PL131Não