Campanha tendenciosa contra a Petrobrás afeta os trabalhadores do setor

A gente sabe que está em curso uma campanha encabeçada por entreguistas e alguns setores da imprensa para desacreditar a Petrobrás e abrir caminho para as privatizações. Isso não é acontecimento recente, vem de décadas e alcança picos de vez em quando. É a galera do “quanto pior, melhor” fazendo o seu trabalho de catastrofista.
O que ninguém para pra pensar é nas implicações que tal campanha tem na vida de quem dedicou anos e anos de trabalho ao petróleo. Em março, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) ingressou com uma Ação de Responsabilidade Civil contra Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, por Danos Morais coletivos causados aos trabalhadores.

Em nota, a FUP afirma que a ação, que corre na 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, “visa responsabilizar os ex-gestores por danos causados às “honras pessoais” e ao “coletivo espírito de corpo” dos mais de 80 mil trabalhadores da Petrobrás que estão na ativa e também milhares de aposentados que ajudaram a construir a empresa”. A ação aguarda parecer do Ministério Público.

A Federação diz ainda que desde o início da Operação Lava Jato, em março do ano passado, “os petroleiros vêm sendo vítimas de insinuações, piadas e outros tipos de constrangimento, em função da distorcida e tendenciosa cobertura da imprensa, que tem levado a opinião pública a associar a Petrobrás à corrupção. Um ex-executivo da Petroquímica Triunfo chegou a divulgar um vídeo na internet, declarando que a empresa “virou um condomínio político de ladrões de primeira linha””.

A FUP reforça a campanha dos sindicatos e movimentos sociais em defesa da Petrobrás e do Brasil, já que a “estatal não pode ser criminalizada, nem seus trabalhadores penalizados por erros individuais de algumas pessoas”. Na ânsia por difamar a empresa, os catastrofistas não se preocupam com quem fica no meio do caminho e tem anos de suor e luta na construção e defesa do nosso patrimônio. A Petrobrás é patrimônio do povo brasileiro, que não vai assistir calado à tentativa de entregar nossas riquezas às exploradoras estrangeiras.

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Não se deixe enganar: modelo de partilha é o melhor para a Petrobras e para o Brasil

modelo de partilha e concessão

O deputado Mendonça Filho (DEM-PE), o mesmo que quer colocar o programa Minha Casa Minha Vida em risco de extinção, caminha novamente rumo ao retrocesso. O seu projeto de lei 6726/13, que quer o fim da partilha e a retomada do modelo de concessão para exploração do petróleo, deve ter regime de urgência votado em plenário ainda hoje (16 de setembro), com aval do excelentíssimo presidente da Casa, Eduardo Cunha, que se juntou ao coro entreguista dos parlamentares.

O deputado justifica em seu projeto de lei que o modelo escolhido para a exploração e produção nas áreas do pré-sal fracassou e que “o regime de partilha, tal como formatado na Lei 12.351, de 2010, vai contra o interesse do povo brasileiro, pois gera menos participação governamental sobre o petróleo e gás a serem extraídos”.

O PL propõe ainda que o trabalhador brasileiro, detentor de conta no FGTS, possa participar dos leilões do pré-sal via aquisição de quotas de fundo de investimento a ser criado com fim específico. O deputado defende a retomada do modelo antigo, ou seja, do regime de concessão.

Importante lembrar que ter a Petrobras como operadora e exploradora única do Pré-Sal, ao invés de colocar nas mãos de exploradoras estrangeiras, como pretende o projeto de Mendonça Filho, garante ao Brasil baixos custos e maior participação governamental na exploração de petróleo.

Mas, afinal, o que significa regime de concessão e regime de partilha? Os entreguistas e a mídia golpista querem te fazer acreditar que o melhor modelo é aquele preferido dos tucanos, ou seja, o da concessão, que nada beneficia os brasileiros e só enche o bolso dos mais ricos. Neste modelo, o concessionário é proprietário exclusivo do petróleo extraído, ou seja, menor controle do Estado sobre a administração e comercialização do petróleo. Nossas riquezas nas mãos dos gringos, adeus investimentos em saúde e educação.

Não se deixe enganar, o modelo de partilha garante mais benefícios sociais ao país por ter, nas mãos do Estado, o controle de gerenciamento, administração e comercialização nas diversas etapas da exploração e comercialização do petróleo. O que isso quer dizer? Mais autonomia do Estado, além de estimular o sentimento de nacionalismo na condução da exploração de petróleo e permitir que a maior parcela da riqueza natural do petróleo do Pré-Sal seja convertida em resultados econômicos à população, com destaque para as áreas sociais.

Ter a Petrobras como operadora única da exploração do Pré-Sal conduz ainda os empreendimentos, proporcionando a seleção e o desenvolvimento de fornecedores de bens e serviços no Brasil. Com isso, é possível implementar uma política industrial que maximize o conteúdo local em bases competitivas e garante o crescimento do Brasil.

Já mostramos aqui que as empresas estatais são as grandes detentoras de reservas mundiais. As 10 maiores petroleiras do planeta são todas estatais. Então, por que os nossos parlamentares entreguistas insistem em ir na contra mão do mundo e desejam tanto entregar nosso petróleo aos estrangeiros?

É preciso evitar que interesses privados se imponham aos interesses da maioria da população brasileira e garantir que a Petrobras lidere a produção do Pré-Sal na condição de operadora. O petróleo é riqueza nacional e propriedade estratégica do povo brasileiro, vamos defendê-lo!

Paulo Henrique Amorim lança “O Quarto Poder” e manda o recado: o petróleo é nosso!

O jornalista Paulo Henrique Amorim, do blog Conversa Afiada Oficial, lançou ontem em Brasília o livro de sua autoria chamado “O quarto poder – uma outra história”, que reúne passagens de sua carreira como jornalista da grande imprensa.

Conhecido por fazer o contraponto contra aqueles a quem chama de “Partido da Imprensa Golpista”, PHA comentou a campanha difamatória que tem sido conduzida pela oposição e alguns setores da mídia contra a Petrobras. Ele conta que isso acontece desde o governo Vargas (tendo sido esta, inclusive, uma das causas de seu suicídio), sobrevindo a Jango, a Lula e chegando a Dilma. “A Petrobrás é alvo da Casa Grande, daqueles que acreditam que o petróleo não pode ficar no Brasil”.

Ele relembra, ainda, aquilo que os entreguistas fazem de tudo para o povo esquecer. “Na camada mais profunda da geologia política brasileira, está a questão da soberania, do interesse nacional. A situação caótica que se vê hoje no Mediterrâneo foi causada pelas guerras em busca de petróleo”.

Em entrevista para o Muda Mais Congresso, o jornalista ainda comentou as manifestações com bonecos infláveis que estão sendo feitas contra Lula e Dilma. “Eu não dou bola para bonecos, isso é uma manifestação democrática. Agora, enquanto eles inflam bonecos nas ruas, eu falo no meu blog sobre os porquês daqueles que inflam bonecos”.

O livro O Quarto Poder traz histórias dos bastidores de grandes coberturas jornalísticas ao longo da história profissional de Paulo Henrique Amorim. Uma delas conta que Fernando Henrique Cardoso, antes mesmo de ser candidato, vendeu a Petrobrás ao FMI com uma folha em branco, que seria o Plano Real. “O FMI comprou e bancou FHC como candidato porque sabia que teria algo depois”, explica o jornalista.

O Pré-Sal é do Brasil, não das multinacionais

desenvolvimento tec. 2

Na nossa série “motivos para a Petrobras ser operadora e ter grande participação no Pré-Sal”, um dos destaques da lista é a promoção do desenvolvimento tecnológico nacional.

Explicamos: com a experiência operacional da Petrobras, fruto do desenvolvimento científico e sua aplicação, é possível gerar aprendizado e promover o avanço tecnológico. Logo, ceder a condição de operadora retira vantagem estratégica, expõe o conhecimento a potenciais competidores e reduz as oportunidades de aprendizado.

Reconhecida internacionalmente pela sua liderança no desenvolvimento tecnológico da exploração e da produção de petróleo em águas profundas, a Petrobras detém tecnologia, capacidade operacional e financeira para liderar a produção, na medida do interesse social e do desenvolvimento econômico nacional.

A produção, que já alcança 800 mil barris por dia, foi alcançada apenas oito anos após a primeira descoberta de petróleo na província do Pré-Sal, ocorrida em 2006. Para se alcançar a produção de óleo de 800 mil barris por dia no Brasil, foram necessários 40 anos e a operação de 6.374 poços. Na Bacia de Campos, esse mesmo volume de produção foi alcançado em 24 anos, com 423 poços.