#CunhaVaiCair, ah, vai!

Por Política é Foda

Ôba, lá vem ela

Estou de olho nela

Teve contagem de #CunhaVaiCair e já adianto que espapocou (Lembranças baianas!)! Apenas de 10h14, quando a Pit, a primeira dedinho nervoso mandou seu tuíte, até 15h25, quando eu coletei o último, foram mais de 1000 publicações! Os trabalhos foram abertos por, além da Pit, Podemos Mais e Muda Mais. DeMAIS! O último tuíte que peguei (E o tuitaço continua pegando fogo! Mande o seu tuíte!) foi da Cecy Fernandes, quando a hashtag estava lá pelo 8º lugar no TT. Agora ela baixou um pouco. Mas não caiu, porque aqui só o Cunha cai! 😂😂😂

E os RTs? Cara, somando tudo foram mais de três mil tuítes e retuítes até 15h25! Agora (17h23), o Twitter diz que são quase 13 mil com a certeza no coração e na mente de que #CunhaVaiCair. Es-pa-po-cou! Eu avisei. Vale ressaltar que a coleta, diferente dos levantamentos anteriores, não foi feita só no IFTTT, que dava mais uma ideia do que tava rolando. Dessa vez eu fui na fonte e esses números são do Twitter mesmo.

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Vamos aos mais retuitados do dia? Esse tuitaço foi bastante diferente dos demais. Dá pra ver pelo gráfico e eu vi enquanto acompanhava ao vivo. A balela do Cunha de que os atos contra ele estão restritos, vem de um grupo de militantes pagos (COF COF COF) não cola aqui. É muita gente! É militante, é galera de fora da militância. É o povo cansado da cara de pau do nosso nobre presidente, né? Deu pra você brother! Vem brilhar aqui fora do Congresso, vem!

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E como continua, continuo! Amanhã tem atualização! Tuitem e esperem por mim ouvindo Jorge Ben! O link tá lá em cima! 😉

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11 questões do Enem que nossos congressistas não saberiam responder

QUESTOES NOSSOS

O ENEM surpreendeu muita gente por ter trazido para discussão temáticas importantíssimas. Nada repercutiu mais que o sensacional tema da redação (“A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”) e a questão que citava Simone de Beauvoir. Mas além de botar 7 milhões de pessoas para pensar o machismo da nossa sociedade, a prova trouxe reflexões sobre proteção ao meio ambiente, respeito às culturas tradicionais, alteridade, importância dos movimentos sociais, democracia, entre outros assuntos.

Já pensou se nossos congressistas fizessem a prova? Bolsonaro e Feliciano já deram indícios que não teriam a menor capacidade de escrever a redação. Mas e o resto? Que outros assuntos deixariam, por exemplo, as bancadas do Boi e da Bíblia perdidas?

1.AS QUESTÕES SOBRE FEMINISMO E VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A redação já foi bastante debatida e a questão sobre Simone de Beauvoir e a luta pela igualdade de gênero também repercutiu. Mas sabia que uma outra questão falava de violência contra a mulher? Foi na prova de espanhol. Um texto intitulado “En el día del amor, no a la violencia contra la mujer!” traz dados aterrorizantes sobre o tema. Nesse momento, Bolsonaro, Feliciano e Cunha, autor do PL que impede atendimento a mulheres vítimas de violência no SUS, tremeriam na cadeira. Afinal, parece que desconhecem a realidade de uma sociedade machista.

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2. A QUESTÃO SOBRE O FASCISMO

Uma das questões do Enem falava que o fascismo era uma “forma de hegemonia ainda mais perigosa” que o imperialismo, caracterizado pela “adoção do determinismo biológico”. Sem chances para Bolsonaro, que ainda precisa entender o que é o fascismo e o que ele vem alimentando com suas tristes declarações.

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3. AS QUESTÕES SOBRE NEGROS E AFRICANOS

O poema Voz do Sangue, do pan-africanista Agostinho Neto, que conclama “as populações negras de diferentes países a apoiar as lutas por igualdade e independência” e a música Yaô (de Pixinguinha), com trechos no idioma iorubá, apareceram no exame para desespero de Feliciano e a bancada da Bíblia e daqueles congressistas que perseguem as manifestações culturais africanas. Aliás, o preconceito e a ignorância se manifestaram pela internet. Circula por aí uma imagem da segunda questão riscada, com os dizeres “Macumba” e “Não respondi. Tá repreendido em nome de Deus”. Tá lembrado do PL da ~Cristofobia~, de Rogério Rosso (PSD-DF) e do Estatuto da ~Liberdade Religiosa~, proposto por Leonardo Quintão (PMDB-MG)?

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4. A QUESTÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

O PL do Terrorismo abre brechas para a repressão de manifestações sociais legítimas. Então imagina se o relator do PL, Aloysio Nunes (PSDB-SP) tem que responder à seguinte questão no Enem: “No processo da redemocratização brasileira, os novos movimentos sociais contribuíram para…”? Será que o senador responderia certo, afirmando que eles contribuíram para “tornar a democracia um valor social que ultrapassa os momentos eleitorais”?

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5. A QUESTÃO SOBRE REFORMA POLÍTICA E COMBATE À FRAUDE NAS ELEIÇÕES

Essa ficou difícil para Aécio. Será que ele sabe que a Justiça Eleitoral foi criada para combater fraudes sistemáticas nas apurações? O sistema eleitoral brasileiro é referência mundial em segurança e inviolabilidade. Mas Aécio ainda não aceita o resultado das urnas.

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 6. A QUESTÃO SOBRE OS POVOS DA AMAZÔNIA

Problemas para a Bancada do Boi! O que os defensores da PEC 215 (que reduz os direitos indígenas e muda demarcação de terras) responderiam quando perguntados sobre o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia e a valorização das identidades coletivas?

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7. A QUESTÃO SOBRE AGROTÓXICOS

Outra questão complicada pra Bancada do Boi: uma tirinha debate as consequências dos agrotóxicos para nossa saúde e critica o processo produtivo agrícola brasileiro. Mas será que a bancada ruralista já pensou sobre isso?

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8. A QUESTÃO SOBRE A CRISE GLOBAL

Uma das questões do Enem explica que crises que parecem restritas podem tomar proporções globais graças à interdependência do sistema econômico. Assim, uma crise em determinada economia pode afetar outras. Pois – surpresa! – o Brasil também sofre as consequências disso. Mas Serra e Aécio insistem em ver a crise econômica brasileira como algo isolado. E aí, será que eles (e toda a oposição conservadora) saberiam responder essa questão?

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9. A QUESTÃO SOBRE A CRISE HÍDRICA

Tá bem, Alckmin não é congressista, mas abrimos uma exceção para imaginarmos o que o governador paulista pensaria assim que visse “crise de água” na prova do Enem.

Brasília - O governador de São Paulo, Geraldo Alckimim, participa do Seminário Nacional sobre Aplicação de Medidas Socioeducativas a Adolescentes Infratores, na Câmara dos Deputados

10. A QUESTÃO SOBRE ACESSO À INFORMAÇÃO

E imagine então se Alckmin saberia responder que “para o cidadão formar sua opinião, ele deve ter acesso à informação”?  Quem esconde informações sobre a falta de água, o metrô e a PM sabe disso?

11. AS QUESTÕES PARA PENSAR A ALTERIDADE

Por fim, essas questões fariam dezenas de congressistas quebrarem a cabeça. Será que as Bancadas do Boi, da Bíblia e da Bala sabem o que é alteridade? Alteridade é a capacidade de compreender as diferenças e direitos de todos, de se colocar no lugar do outro. O Enem trouxe isso em várias questões, mas vamos destacar aqui três: um relato do século XVI que mostra o desrespeito à cultura indígena (ainda presente); a valorização das narrativas orais indígenas; e o respeito à produção artística de todas as sociedades.

Em resumo, todo esse debate é um pouco sobre isso: vamos praticar a alteridade, congressistas?

Por que ofender o Cunha saiu mais caro do que ameaçar a Maria do Rosário de estupro?

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Sabe aquela história de dois pesos, duas medidas? Pois é, tem sido assim em algumas sentenças proferidas pela justiça aqui no Brasil.

Principalmente quando envolve parlamentares da bancada religiosa e da extrema direita. Vejam esta situação, que curiosa:
Por danos morais
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou o ex-ministro Cid Gomes (Educação) a pagar R$ 50 mil de danos morais ao presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por uma declaração na qual acusou Cunha de “achacador”.
Também por danos morais

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi condenado por danos morais a Maria do Rosário (PT), no plenário da Câmara em 2014. Bolsonaro disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário porque ela “não merecia”. Ele foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil.

Tá, e por que esses R$ 40 mil de diferença? Se um deputado, de forma covarde e agressiva, ameaça um mulher de estupro em público, paga R$ 10 mil.
Já em um debate acalorado, que envolvia inúmeros interesses e protagonizado por homens em igualdade de condições, teve uma agressão verbal que gerou multa de valor 5 vezes maior (R$ 50 mil).
E então? Isso não cheira a privilégio?
Falar que não estupraria alguém pelo simples motivo de julgar essa pessoa feia é um tipo de ameaça e incitação ao estupro, sim. E estupro é crime hediondo. Lembrando que a fala de Bolsonaro foi reproduzida em veículos de alcance nacional.
Resta a dúvida: Por que chamar Cunha de “acachador” custou mais caro do que ameaçar uma mulher de estupro? Por que Bolsonaro foi beneficiado no valor de R$ 40 mil em relação a multa de Cid Gomes, já que ambas foram pelos mesmos motivos? Coisas que a justiça brasileira não está conseguindo explicar, mas nós estamos de olho para divulgar a verdade e colocar a história em pratos limpos. Essa não colou!

Cunha e Picciani começam as movimentações para votar projeto que acaba com sistema de partilha da Petrobrás

criador e criatura
E quando a gente acha que a coisa tá ruim só no Senado, no que diz respeito ao petróleo, descobrimos que o buraco é bem mais ao lado. Na Câmara, vejam só, os entreguistas também se articulam para fechar o cerco e votar a entrega do nosso pré-sal para as exploradoras estrangeiras.

O excelentíssimo senhor presidente, Eduardo Cunha, e sua criatura, Leonardo Picciani (líder do PMDB na Câmara) engrossam o caldo entreguista e saem agora em defesa do fim do modelo de partilha como “forma de abrandar a crise”.
Como a pauta esfriou no Senado, Cunha tratou logo de trabalhar seu “jeitinho” para colocar em votação no plenário, já na próxima semana, o PL 6726/13, do deputado Mendonça Filho (DEM/PE), que propõe a retomada do modelo de concessão na exploração das reservas de petróleo. Como a gente sabe, o modelo de concessão é exaltado por FHC, Serra e entreguistas de plantão, porque permite que os gringos coloquem as mãos no petróleo que é nosso.

Picciani alega que “o modelo da partilha se mostrou ineficaz. Isso paralisou a indústria do petróleo e tem reflexo muito grave para alguns estados, sobretudo Rio de Janeiro e Espírito Santo“. O que Picciani propositadamente deixa de considerar é que a crise do petróleo é GLOBAL, não culpa da Petrobrás. Em um ano, o preço dos barris de petróleo caiu mais de 50%, passando de US$ 101, em agosto de 2014, para US$ 46, em agosto deste ano. Essa situação já levou alguns países, como Noruega e Canadá, à crise econômica generalizada. Por aqui, por mais que se sinta os efeitos dessa queda do preço, a Petrobrás foi a menos afetada, dentre as grandes petroleiras, e permanece como uma das maiores do mundo.

Essa tentativa de sucatear a Petrobrás não vem de hoje, acontece desde o governo Vargas. Os tucanos e demais entreguistas têm verdadeira fixação pela Petrobrás e querem entregar a estatal para os estrangeiros de qualquer maneira, isso não é novidade. A novidade agora é atacar a Petrobrás para entregar a exploração do Pré-Sal, patrimônio do povo brasileiro, que vai garantir bilhões de reais em recursos para saúde e educação, por meio do Fundo Social. A quem servem, então, essas pessoas?
Estamos de olho! Não adianta mudar de Casa para votar projeto entreguista. Seja o PLS de Serra, seja o PL de Mendonça Filho e quantos mais vierem por aí, não vão entregar nossas riquezas naturais sem luta. Qualquer um com o mínimo de entendimento de geopolítica sabe a importância e a simbologia do petróleo no cenário internacional. Deixemos as migalhas aos vira-latas do Brasil.