Aécio, mais uma vez, ataca a liberdade de imprensa ao processar o Brasil de Fato

aecensura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é novidade pra ninguém que o senador Aécio Neves não tem um apreço lá muito grande pela liberdade de imprensa. Além de ser dono ou sócio de boa parte dos veículos de imprensa de Minas Gerais, ele é conhecido por perseguir jornalistas, processar jornais e revistas que falam “mal” dele (principalmente no estado de MG) e, no episódio mais marcante da obra, por processar 66 twitteiros que falavam contra ele nas eleições do ano passado.

A nova é que Aécio agora processa o jornal Brasil de Fato por calúnia e difamação pela matéria que fala do desvio de R$ 14 bilhões da saúde de Minas Gerais quando Aécio Neves era governador do estado. Bom, a ação do MPF contra Aécio e Anastasia realmente existe. Os dois são responsabilizados pelo descumprimento, no período de 2000 a 2013, de determinação constitucional que obriga os governos estaduais a investirem 12% da receita estadual em serviços de saúde pública.

Se a ação existe, qual é a argumentação em que o senador se baseia para processar o jornal? Processar e perseguir incessantemente aqueles que falam contra você na política não é censura? Não é cercear a liberdade de imprensa? Pois é, senador Aécio Neves, a gente acha que sim.

Veja aqui outros casos (reunidos pelo próprio Brasil de Fato) em que Aécio atuou contra a liberdade de imprensa:

Não é novidade que Aécio Neves recorra à Justiça para tratar de assuntos que o incomodam. Em março de 2014, o senador moveu uma ação que pedia que os sites de busca Google, Bing e Yahoo excluíssem cerca de 20 mil links e removessem 19 termos sugeridos automaticamente na pesquisa virtual. Outra ação, de dezembro de 2013, pedia a exclusão de postagens nas redes sociais que o vinculavam ao uso de drogas.

As tentativas de restrição aconteceram também a sindicatos. Em setembro de 2014, um mês antes da eleição presidencial, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) recebeu do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a proibição de continuar a veicular sua campanha sobre problemas da educação mineira. A atitude do TRE foi motivada por dez ações da coligação eleitoral “Todos por Minas”, que lançava Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo estadual.

Kerison Lopes, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG), classifica as ações judiciais como “censura”. “Como estava acostumado a cercear a maioria dos veículos, é para ele inaceitável existir um jornal como oBrasil de Fato, que não esteja sob a sua intervenção”, afirma. Segundo Kerison, foram inúmeras as denúncias de demissões de jornalistas e interferência do grupo político de Aécio Neves nas redações de jornais mineiros, protocoladas no SJPMG e no Ministério Público.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s