Eles fizeram a gente se sentir na Idade Média

1450966483 (2)Está terminando 2015. É isso mesmo? Por que parece que estamos na Idade Média. Ao menos é o que indicam algumas declarações e projetos de lei de deputados aqui no Brasil.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) governou com autoritarismo, desrespeitando regras, silenciando microfones, chantageando e ameaçando. De quebra, propôs o PL 5069/2013, que dificulta o atendimento de mulheres vítimas de estupro no SUS e pode abrir espaço para a proibição da pílula do dia seguinte. Outra dele: o PL 7382/2010 prevê prisão para condutas “heterofóbicas”, pois, em seu mundo, “a condição heterossexual também pode ser objeto de discriminação”.

Bolsonaro (PP-RJ) e Feliciano (PSC-SP) são velhos aliados do retrocesso. Os dois ficaram furiosos quando o Enem abordou o feminismo e pediu para os concorrentes discorrerem sobre a violência contra a mulher. Bolsonaro, aliás, foi condenado por agredir verbalmente a Deputada Maria do Rosário com uma declaração machista.

Mas tem gente menos conhecida na turma que quer voltar pra Idade Média. Leonardo Quintão (PMDB-MG), que chegou a ser alçado a líder do partido na Câmara para poder aprovar o processo de impeachment, é financiado por mineradoras, mas é relator do Novo Código de Mineração. Seu grande passo para o retrocesso foi propor o PL da Liberdade Religiosa, que, ao contrário do que diz o nome, incentiva o discurso de ódio e esconde o fundamentalismo religioso.

Rogério Rosso (PSD-DF) também atuou para criminalizar religiões e alimentar a homofobia, ao propor o PL da “cristofobia” (PL 1804/2015), outro neologismo, entendido por ele como a aversão ao cristianismo, praticada por “principalmente LGBTS”.

Peninha Mendonça (PMDB-SC) não quer voltar à Idade Média, mas ao Faroeste. Propôs (e aprovou em comissão) a revogação do Estatuto do Desarmamento. O PL 3722/12 facilita a compra de armas, reduz para 21 a idade mínima e dá porte de armas para deputados e senadores.

Por fim, é bom lembrar de Anderson Ferreira (PR-PE), o autor do Estatuto da Família, que quer definir o que é família (resumindo, essencialmente, à união entre um homem e uma mulher).

Que o retrocesso que vimos em 2015 não se repita em 2016. Que superemos a Idade Média!

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