Depois de metrô e falta de água, Alckmin quer manter PM que mais mata no mundo sob sigilo

PASSOU AQUI2-02

Aprender a governar um estado com Geraldo Alckmin (PSDB-SP) é bem fácil. Deu ruim no metrô? Sem problemas! Ele coloca tudo em sigilo por 25 anos. Falta de abastecimento de água? Alckmin põe dados da Sabesp em sigilo por 15 anos. Problemas com a polícia militar? Sigilo por 15 anos.

Ficamos surpresos com o sigilo imposto às informações da PM. Não imaginávamos que o governador tucano tivesse tamanha cara de pau. Enquanto o Brasil conquista a 4ª posição dentre os países mais transparentes do mundo, por causa da Lei de Acesso à informação do governo Dilma, o governador de São Paulo quer retroceder para a época em que tudo era varrido para debaixo do tapete.

Não é surpresa pra ninguém que a polícia brasileira é uma das que mais mata no mundo. Graças à herança da ditadura, chamada “autos de resistência”, o agente do estado tem tutela oficial para forjar as resistências a prisões para justificar mortes arbitrárias. Hoje, a polícia militar atua como milícia, promovendo um verdadeiro genocídio da população negra da periferia do nosso país, em especial dos jovens.

Um relatório da Anistia Internacional mostra que em 2014, 15,6% dos homicídios tinham um policial no gatilho. Segundo o relatório da Anistia Internacional, eles atiram em pessoas que já se renderam, que já estão feridas e sem uma advertência que permitisse que o suspeito se entregue. Dentre as vítimas da violência policial no Rio, entre 2010 e 2013, 99,5% eram homens. Quase 80% das vítimas eram negras e três em cada quatro, 75%, tinham idades entre 15 e 29 anos. A maioria dos agentes nunca foi punida.

Nesse cenário, o governador de São Paulo achou de bom tom baixar um decreto impondo sigilo a quase 100 documentos referentes à PM. Esse mecanismo é previsto na Lei de Acesso á Informação, apenas em casos em que a divulgação das informações apresente riscos à sociedade ou ao Estado. No caso, a PM representa muito mais risco à sociedade do que as informações sobre a corporação.

Na mesma tarde do anúncio, Alckmin voltou atrás no carimbaço e disse que vai revogar as “resoluções editadas pelo seu secretariado”. No entanto, ele manda avisar que vai criar uma comissão para avaliar quais documentos permanecerão sob sigilo. Ou seja, é só pra inglês ver.

Quem tem governo em volume morto, tem medo.

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2 comentários sobre “Depois de metrô e falta de água, Alckmin quer manter PM que mais mata no mundo sob sigilo

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