Leiloar nosso petróleo em tempos de crise mundial é trair o Brasil e os brasileiros

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Hoje, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) faz a primeira etapa da 13ª rodada de licitações de áreas e petróleo e gás  natural. É o primeiro leilão em dois anos. Serão leiloados 266 blocos, em 22 setores de 10 bacias sedimentares, todos sob regime de concessão.

Diante disso, e levando em consideração o cenário internacional, uma série de questionamentos fica no ar. A imprensa trata a questão dizendo que o mercado e o cenário é incerto por causa, também, dos escândalos na Petrobrás. Mas o buraco é muito mais embaixo. Em um cenário em que os preços do barril de petróleo despencaram no mundo todo e em que se vive uma crise mundial do capital, qual é o objetivo de fazer um leilão para “sentir o terreno?”. Já conhecemos muito bem o terreno. Em um momento em que a diretoria da Petrobrás anuncia U$ 18 bilhões de corte em gastos operacionais, qual será a participação da Petrobrás? Lembrando que, se não arrematar nenhuma área, será a primeira vez na história que isso acontece. Não seria essa uma forma de abrir precedente para que se concretize o que diz o PLS 131, de José Serra? Para que a Petrobrás deixe de ser a única exploradora do Pré-Sal e abra caminho para as empresas estrangeiras? Além disso, vale ressaltar que realizar um leilão nessas condições é um prato cheio para os catastrofistas dizerem que a Petrobrás está quebrada (ignorando, de propósito) toda a conjuntura, isso é abrir caminho para o desmonte e privatização da estatal.

Ao todo, 37 empresas participam do leilão (15 nacionais e 22 estrangeiras), dentre elas a ExxonMobil, BP, Royal Dutch Shell e a nossa conhecida Shell. Como os campos estão em regime de concessão – diferentemente do regime de partilha, do qual faz parte a Petrobrás, em que o Estado tem controle do petróleo – tudo o que essas empresas têm que fazer é pagar royalties e o petróleo é delas. Repetimos, o petróleo, riqueza natural, passa a ser de domínio de empresas estrangeiras pra sempre. Lembrando que países como os Estados Unidos não exploram petróleo, por entender sua importância na geopolítica. E mais, vai ser vendido a preço de banana, por causa do cenário internacional, ou seja, não se justifica a venda por nenhum meio. Vale lembrar que vender riqueza natural sem saber a quem gera desempregos em toda uma cadeia produtiva, prejudicando, ainda mais, negativamente a nossa economia.

O cerco para a destruição da Petrobrás e a venda do nosso petróleo vai muito além dos projetos de lei orquestrados por deputados entreguistas. E a roda se fecha cada vez mais. Reforçamos a posição dos trabalhadores e brasileiros que não aceitam que o Brasil volte a ser a república das bananas.

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