Grandes empresas financiaram, indiretamente, deputados que apoiam o Estatuto da Família

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Graças ao voto de 17 deputados, o Estatuto da Família (PL 6583) foi aprovado na comissão especial da Câmara dos Deputados, na última semana, limitando os direitos e excluindo muitas formas de família. O Projeto de Lei 6583 define a entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus possíveis filhos. Achou bizarro? Nós também.

Entre os que são a favor do retrocesso, estão os deputados Aureo Ribeiro (SD-RJ), Anderson Ferreira (PR-PE) , Carlos Andrade (PHS-RR), Conceição Sampaio (PP-AM), Diego Garcia (PHSPR), Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), Elizeu Dionizio (SD-MS), Evandro Gussi (PV-SP), Flavinho (PSB-SP), Geovania de Sá (PSDB-SC), Jefferson Campos (PSD-SP), Marcelo Aguiar (DEM-SP), Pastor Eurico (PSB-PE), Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), Prof . Victorio Galli (PSC-MT), Silas Câmara (PSD-AM) e Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ). Vale lembrar que apenas o PT, o PCdoB, o Psol e o PTN foram contrários ao Estatuto.

Com o avanço do retrocesso tomando conta do nosso Congresso, fica a dúvida: quem são os responsáveis por financiar as campanhas eleitorais dos deputados que estão fazendo de tudo para arrancar nossos direitos básicos?

Basta dar uma olhadinha na prestação de contas dos deputados para descobrir quem está por trás dos interesses obscuros dos parlamentares. Entre as doações de campanha recebidas nas eleições do ano passado, destaque para o financiamento de grandes empresas como Sadia, Perdigão e Seara [sim, as mesmas que adoram exaltar a família em seus comerciais, com pessoas felizes nos anúncios de margarina, mas não se preocupam com a forma com que seus financiamentos estão sendo utilizados].

Nomes como Itaú, Bradesco, JBS, Ambev e Camargo Correa também estão na lista das empresas que financiaram campanhas de deputados que são contra a diversidade e não toleram outras formas de família que não seja formada pela união de um homem e uma mulher. Vale lembrar que essa doação nem sempre é direta, pode ser enviada ao fundo partidário, que depois é destinado aos candidatos.

O Estatuto da Família representa muitos riscos, exclui e discrimina famílias formadas por mães solteiras e seus filhos, pais e filhos, tios e sobrinhos, avós e netos, além de alimentar a intolerância contra a diversidade da família formada por um casal LGBT. As doações das grandes empresas podem até ser direcionadas aos partidos, que depois distribuem entre os seus candidatos. Mas, será que as empresas estão de acordo com que está sendo feito com o dinheiro financiado?

Abaixo algumas empresas que financiaram os deputados a favor do Estatuto da Família:

Aureo Ribeiro (SD-RJ): Bradesco Vida e Previdência S.A; UTC Engenharia, Bradesco Saúde S.A, Construtora Queiroz Galvão.
Anderson Ferreira (PR-PE): Sadia, Perdigão e Seara
Carlos Andrade (PHS-RR): Ambev
Conceição Sampaio (PP-AM): Concessionária Jg Rodrigues E Cia Ltda
Diego Garcia (PHSPR)
Eduardo Bolsonaro (PSC-SP): Construtora OAS e 2 N Engenharia
Elizeu Dionizio (SD-MS): JBS
Evandro Gussi (PV-SP): Granol
Flavinho Silva (PSB-SP): Amil Assistência Médica Internacional S.A
Geovania de Sá (PSDB-SC): Rio Deserto
Jefferson Campos (PSD-SP)
Marcelo Aguiar (DEM-SP): Bradesco, URC, Camargo Correa
Pastor Eurico (PSB-PE): Arosuco, Grupo Via
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP): Bradesco, Embraer, OAS, Itaú
Prof Victorio Galli (PSC-MT)
Silas Câmara (PSD-AM)
Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ)

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