O Pré-Sal impulsiona a engrenagem de um novo Brasil

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Da série #MudaMaisVintage
Em 2007, o governo Lula anunciou a descoberta da maior jazida de petróleo inexplorada do mundo, a 7.000 metros de profundidade, numa área chamada de pré-sal. “O pré-sal é uma riqueza palpável e tangível e, acima de tudo, pertence ao povo brasileiro”, declarou a presidenta Dilma em discurso sobre os novos recordes de produção de petróleo atingidos pela Petrobras por meio da exploração nas bacias do pré-sal. O legado do povo brasileiro pode ser percebido não somente na economia, mas em toda uma cadeia que atinge também a saúde e a educação.

O sucesso na exploração do petróleo, uma das nossas principais riquezas naturais, é sintomático para apontar dois momentos do Brasil. Em 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a Petrobras (hoje, uma das maiores produtoras do mundo) quase foi rebatizada como Petrobrax, mudança que custaria R$ 50 milhões aos cofres públicos apenas para que o processo de “internacionalização” fosse facilitado. Na época, a nossa estatal só não foi completamente vendida pelo governo tucano por pressão das categorias que atuam no setor.

Antes disso, em 1997, FHC abriu a empresa para o capital estrangeiro. Isso significa que mais pessoas passaram a dividir os lucros gerados pela Petrobras sem ter que investir diretamente. O regime de exploração na época era o de concessão, em que a empresa privada responsável pela exploração é dona de todo o petróleo que produz, diminuindo os direitos do Estado sobre o patrimônio nacional.

No momento atual, a Petrobras é patrimônio real do povo brasileiro. Comparando os lucros, a Petrobras de FHC rendia menos de R$ 10 bilhões ao ano, hoje rende R$ 5,4 bilhões por trimestre. Até 2017, os portos brasileiros recebem investimento de R$ 36 bilhões. Em 2013, o Brasil alcançou a marca histórica de 9 plataformas entregues, com um investimento de US$ 7,7 bilhões. Além disso, valorizando a indústria nacional, a Petrobras está garantindo que, no mínimo, 60% dos equipamentos para exploração do pré-sal devem ser produzidos no Brasil.

E como tudo faz girar a engrenagem do crescimento nacional, os lucros excedentes gerados pelo pagamento das empresas autorizadas a fazer a exploração (chamados royalties) passaram a destinados à saúde e educação graças a uma lei aprovada pela presidenta Dilma no ano passado. Dos R$ 600 bilhões, 75% vão para a educação e 25% para a saúde. “Ao usarmos os royalties para a educação, o petróleo passa a não ser um recurso finito e sim perene”.

Em 2012, FHC declarou sobre a proposta de investimento em educação: “Acho que educação não se resolve com dinheiro. Não diria para dar tudo para a educação, os royalties são bons para se projetar o futuro”. Fica nítida a diferença no discurso de quem geriu aquele Brasil de antes e de quem ajudou a construir esse Brasil que conquistamos.

Assim fica fácil entender como a exploração do petróleo no Brasil se tornou patrimônio nacional e afeta positivamente diversos setores da nossa sociedade.

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