Seca em SP: o que era ruim, ficou pior

seca sp

Vamos falar sobre a seca em São Paulo? Que falta água em um dos estados mais importantes do país, afetando milhares de pessoas, todo mundo já está cansado de saber. Tá faltando água, faltando planejamento, tá faltando até volume morto.

A verdade é que a seca paulista vem tomando proporções cada vez mais preocupantes. Há menos água hoje em São Paulo do que há um ano, quando o caos da seca foi grande. E isso a grande mídia não mostra, como também estamos cansados de saber. Tá pra nascer mídiazona pra apontar a falta de planejamento e as consequências da má administração do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) à frente da gestão do estado.

Alckmin, que jura de pés juntos que não é o responsável pela falta de água em São Paulo (mesmo que a Organização das Nações Unidas já tenha atribuído à ele a culpa pela crise hídrica), se faz de volume morto e parece continuar de olhos fechados diante do colapso hídrico no estado. Se o governador tivesse realmente feito planejamento, São Paulo não estaria sofrendo com a seca e falta de abastecimento.

A situação da falta de água em São Paulo é baseada naquela velha história do “o que já era ruim, ficou ainda pior”. É que o mês de agosto registrou estiagem recorde nos dois maiores mananciais que abastecem a grande São Paulo, Cantareira e Alto Tietê.

Cantareira registrou o segundo mês mais seco em 85 anos de mediações, enquanto o Alto Tietê apresentou o pior registro da história, recebendo o menor volume de água desde 1930.

Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o sistema do Cantareira registrou a entrada média de água em apenas 5,8 mil litros por segundo, ou seja, 76% abaixo do esperado para o mês de agosto (24,2 mil l/s) e 29% pior, se comparado com o mesmo mês do ano passado (8,2 mil l/s). Mesmo com as chuvas deste ano, que foram melhores que as do ano passado, não foram suficientes e não ajudaram a mudar este cenário.

Acha que acabou? Cabou, não! Alckmin investiu R$ 29 milhões para captação de água do Rio Guaió, que faz parte do sistema do Alto Tietê. Um ano depois de iniciada, a obra não está operacional. Sabe por quê? “Não há água para retirar do rio”, admitiu o superintendente de produção da Sabesp, Marco Antonio Lopes Barros. Ou seja, Alckmin, além de não planejar (ou como consequência do não planejamento), investiu R$29 milhões em um rio seco.

Em tempo: para driblar a seca e pensar em soluções que amenizem a situação, entidades, coletivos e atores da sociedade civil lançam, no próximo dia 10, a campanha #TáFaltandoÁgua, uma iniciativa da Aliança pela Água. A ideia da campanha é contribuir com o debate e dar visibilidade para a situação da seca no estado de São Paulo. A Aliança pela Água é uma coalizão de sociedade civil que existe para contribuir com a construção de segurança hídrica no estado.

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