Em resposta à tentativa de esfacelamento da Petrobras, petroleiros podem entrar em greve a qualquer momento

petro em greve

Em comunicado oficial, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) convocou greve oficial em todas as unidades administrativas e operacionais da Petrobras. A greve está pautada na defesa da Petrobras, da Lei da Partilha e do Pré-Sal.

José Maria Rangel, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros, afirma: “A Petrobras não está à venda, por isso os petroleiros vão à greve: pelo Brasil!”

O que parece estar em curso hoje na Petrobras é um plano de desvalorização, desmonte e privatização. Vimos isso com o setor elétrico nos anos 90 e, bom, deu no que deu. Com a descoberta do Pré-Sal, em 2007, o Brasil passou a figurar dentre os países com maiores reservas do mundo, o que abriu uma série de possibilidades para o desenvolvimento nacional e também fez brilhar os olhos de quem quer lucro pelo lucro e poder pelo poder. Os documentos revelados pelo Wikileaks, em 2010, são a maior prova disso, mostrando como os Estados Unidos, ligados a políticos brasileiros como José Serra (PSDB/SP) e Ricardo Ferraço (PMDB/ES) acompanham de perto todas as movimentações relativas ao petróleo feitas no nosso país.

Para Francisco José de Oliveira, Diretor de Comunicação da FUP, a tentativa de tirar o Pré-Sal da Petrobras é inconcebível. “A greve do Sistema Petrobras está pautada em defender a Petrobras e o Brasil dos ataques dos traidores da soberania nacional. Somos contra o plano de desinvestimento em curso na Petrobras e contra o projeto do Serra que entrega nossas riquezas para o capital internacional e retira do Estado brasileiro e da Petrobras o direito de operação única e controle das riquezas e da energia de nosso país. A greve visa defender os empregos e os investimentos que estão em curso na companhia. Algumas de nossas pautas são a conclusão da refinaria de Abreu e Lima (PE), da Comperj (RJ), da FAFEN (MS), por segurança, meio ambiente e saúde dos trabalhadores e recomposição do efetivo no Sistema Petrobras. Fazemos greve em defesa da Lei da Partilha porque nenhum país do mundo na indústria do Petróleo admite abrir para o capital internacional suas reservas estratégicas. 93% dos países que possuem a lei de partilha têm como operador único o estado. A FUP não vai cessar a luta em defesa do Brasil e da Petrobras”.

O momento atual é marcado por tentativa das forças neoliberais de sucatear a estatal para vendê-la ao capital estrangeiro e permitir a entrada de exploradores (chamados “investidores) estrangeiros no Pré-Sal. O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, já declarou que as medidas tomadas visam desvincular a estatal do governo e direcioná-la para que dê lucro aos acionistas privados. Para isso, vale até acelerar a venda de ativos e desinvestimentos e abrir o capital de outras subsidiários, além da BR.

Engana-se quem pensa que o PLS entreguista de Serra (o 131/2015) é o único problema que os trabalhadores do setor (e todos os brasileiros, que são beneficiários dos lucros do petróleo, direta ou indiretamente) enfrentam. O Plano de Negócios e Gestão da Petrobras, com validade até 2019, pode vir a representar o desmonte da empresa, com milhares de demissões, terceirização e venda de ativos estratégicos, como parte da BR Distribuidora e a reestruturação da malha de gasodutos, colocando em risco conquistas históricas da categoria de trabalhadores do setor e o futuro de milhões de brasileiros que são e ainda serão beneficiados pela Petrobras.

Ao que parece, ainda há quem não perceba que o petróleo é riqueza nacional e propriedade estratégica do povo brasileiro. Muitas guerras foram deflagradas no mundo todo por causa de petróleo, uma fonte de riqueza que não é perene. O governo Lula garantiu que a Petrobras tivesse prioridade na exploração do que é nosso. O governo Dilma, em uma decisão política pensando no social, transformou a nossa maior reserva em riqueza permanente ao criar o Fundo Social com lucros destinados à saúde e educação. Vamos deixar que, nas mãos de alguns poucos, a Petrobras vire massa de manobra e capitalização política, para defender os interesses de meia dúzia em detrimento dos direitos de todos os brasileiros? Os trabalhadores, os mesmos que não permitiram que a Petrobras fosse Petrobrax nas mãos de Fernando Henrique, não vão permitir mais essa tentativa de golpe contra a nossa estatal. O povo brasileiro está pronto para defender o que é nosso.

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