O amor entre Ricardo Ferraço e a multinacional Shell ameaça a soberania nacional

Mais uma vez o retrocesso de direitos e a postura antidemocrática contra os trabalhadores ganham destaque no Congresso Nacional. Os conservadores que estão à frente de projetos entreguistas como o PLS 131 — que quer retirar a participação da Petrobras na exploração do Pré-Sal — deram mais uma cartada autoritária e anitdemocrática: impediram a entrada dos trabalhadores da Federação Única dos Petroleiros (FUP) no Senado Federal, no decorrer da última semana.

Mesmo com habeas corpus impetrado pelo STF, os petroleiros foram barrados de entrar na ~casa do povo~. É que Eduardo Cunha está fazendo escola e agora o presidente do Senado, Renan Calheiros, também impede a entrada do trabalhador que quer acompanhar as comissões e votações no plenário.

Sabemos que toda essa proibição é, na realidade, medo da pressão dos trabalhadores durante as votações. A garantia de acesso dos petroleiros ao Senado havia sido expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Édson Fachin. Ainda assim, os dirigentes da FUP foram impedidos de acompanhar a sessão da comissão especial que discute o PLS 131.

Mas não para por aí. Tem muita coisa envolvida nos interesses obscuros dos entreguistas que querem a aprovação do projeto 131. O relator da comissão Ricardo Ferraço (PMDB/ES), por exemplo, quer entregar o nosso pré-sal de bandeja para os gringos, principalmente para a multinacional anglo-holandesa Shell.

Em junho deste ano, o senador participou de uma reunião com o presidente da Shell no Brasil, André Araújo, e com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), para firmar a parceria entre a petroleira e o Estado e manter seus investimentos locais. A reunião serviu também para a multinacional garantir a ampliação das atividades de exploração no litoral do Espírito Santo, de petróleo e gás.

Ferraço casa o pretexto da “crise na Petrobras” com a vontade da Shell em aumentar a produção de barris de petróleo. O jogo de interesses entre Ricardo Ferraço e Shell é tão óbvio quanto o jogo entre Serra e a multinacional Chevron. Nenhum dos parlamentares que apóia o PLS 131 está pensando no melhor para a Petrobras ou em investir na educação e na saúde do país por meio dos recursos do Pré-Sal. Todos estão de olho apenas em seus interesses, deixando a soberania nacional e nossos direitos ameaçados.

Outra curiosidade de Ferraço, que atazanou a vida de Luiz Fachin por conta de sua indicação ao STF, é que o senador será também o relator da recondução de Rodrigo Janot a procurador-geral da República — dizem por aí que a aprovação do nome de Janot será dificultada no Senado, devido à coragem do procurador em investigar denúncias de corrupção contra parlamentares. Agora é acompanhar os próximos capítulos desse grande filme de terror estrelado por Serra e seus zumbis.

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