Quem ocupa a Esplanada?

Brasília é tomada pelos movimentos sociais em agosto. Quem nunca dormiu continua nas ruas.

Este mês, a capital federal recebe movimentos sociais de diversos segmentos, que vão às ruas reivindicar mais direitos, melhores condições de trabalho e reajustes salariais.

Sindicatos e representantes de movimentos ligados aos servidores federais de educação, previdência social, moradia, direitos das mulheres e do movimento negro, ocupam durante o mês as ruas e a Esplanada e mostram que nunca descansam quando a pauta é pela garantia de direitos.

Logo no início do mês, o MST ocupou o Ministério da Fazenda, contra o arrocho de Levy. No aeroporto de Brasília, sindicalistas da Federação Única dos Petroleiros (FUP) fizeram mobilização para recepcionar os parlamentares na volta do recesso no Congresso. O objetivo era alertar os deputados e senadores a respeito da PL 131 de José Serra, que retira da Petrobras a função de operadora única do Pré-Sal e acaba com a sua participação mínima obrigatória de 30%. Ao longo de toda a primeira semana, representantes da Fasubra estiveram acampados em frente ao Museu Nacional em protesto contra os cortes na educação

Na primeira sexta-feira de agosto, a Unegro realizou plenária nacional em Brasília e reuniu militantes do movimento negro de todo o país para discutir sobre os desafios do movimento e o balanço dos resultados da luta contra o racismo no Brasil. No mesmo dia, aconteceu a plenária intercongressual da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), também na capital federal.

No próximo dia 11, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais farão ato em defesa da democracia, da educação e da Petrobras em Brasília. Dias 11 e 13, Brasília ficará florida com as Margaridas em Marcha por mais direitos para as mulheres no campo e nas florestas.

No meio disso tudo, enquanto os movimentos resistem e exigem por mais melhorias e direitos aos trabalhadores, uma ocupação com a pauta isolada da intervenção militar destoa em meio à Esplanada. O movimento se instalou no gramado em frente ao Congresso Nacional e defende a intervenção constitucional militar já, além de afirmar que a ação é a única opção para conter a violência.

As pautas de reivindicações dos movimentos sociais são sérias e precisam ser debatidas com os órgãos competentes. Já os fascistas que querem a volta dos militares ao poder, em defesa da intolerância, medo e violência, #nãopassarão.

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