Projeto que propõe fôlego financeiro para a Petrobrás começa a ser votado no Senado

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Enquanto a turma do contra luta para privatizar, os petroleiros lutam para salvar a Petrobrás, patrimônio do povo brasileiro. A CAE (Comissão de Assuntos Financeiros) deve votar em breve o PLS 560/2015, do senador Roberto Requião, que propõe ajuda financeira para ajudar a Petrobrás a sair da crise.

O projeto é fruto a articulação do Sindipetro – NF e da Federação Única dos Petroleiros, juntamente com diversos setores, para que o governo continue investindo na Petrobrás, superando a campanha contrária à estatal.

O projeto autoriza o Tesouro a emitir títulos de dívida pública para que o BNDES garanta financiamento à Petrobrás. A intenção é recuperar o fôlego econômico e fazer a Companhia ter condições de cumprir seu plano de investimento tal como era em 2014. O projeto tramita na CAE de forma terminativa e tem como relator o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Investir na Petrobrás é investir no Brasil. Relembre aqui como a estatal continua a bater recordes de produção mesmo com a campanha contrária promovida pelo entreguismo e a velha mídia: http://bit.ly/1UgaHZR

Mesmo com a campanha do contra, Petrobrás continua batendo recordes de produção

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Há 13 anos, a Petrobras buscava superar sua meta anual de produção do petróleo. E o feito tão esperado foi conquistado em 2015. E mais do que bater a meta do ano, ela bateu seu recordes de produção. Um resultado pra lá de satisfatório.
Pôxa, mas logo em 2015, ano em que os jornalões bombardearam a estatal com objetivo de depreciar seus trabalhos ela superou tal meta? Isso mesmo!
Sem os holofotes da grande mídia e mesmo com os interesses entreguistas que desejam privatizá-la, ela conseguiu levar à marca de custo da extração do barril de petróleo pelo pré-sal ao valor de 8 dólares cada.
Foram 2,1 milhões de barris de petróleo produzidos por dia, uma alta de 4,6% em relação ao ano anterior (2014).
Já na camada do pré-sal, a produção foi a maior da história, atingindo uma média de 767 mil barris por dia, 56% maior do que em 2014.
Para fechar os números vitoriosos da empresa no ano, a extração de gás natural também superou todas as expectativas. Cresceu 9,8% em relação ao ano de 2014 e produziu 2,6 milhões de barris de óleo por dia.
O setor de óleo e gás, no cenário global, não anda lá essas coisas e todo mundo sabe. Por isso, esses números são tão expressivos e revelam todo potencial da empresa no âmbito da exploração e produção desses recursos. Valoriza a marca e também os profissionais que lá estão. A empresa segue com projetos em ascensão e focada no bom desempenho operacional, longe das polêmicas e dos ataques políticos. Em contrapartida, cada vez mais próxima dos compromissos e metas estabelecidas para o seu desenvolvimento pleno.
O país agradece por ter a Petrobras carregando a bandeira brasileira no setor diante dessas históricas conquistas, ao invés de uma “Petrobrax” de FHC, que é o sonho dos entreguistas de plantão.
Valeu Petrobras! Empresa brasileira! Seguimos na luta por mais um ano de vitórias.
#DefenderAPetrobrasÉDefenderOBrasil #PréSalÉRiquezaDoBrasil #EntreguistasNãoPassarão

China registra o pior crescimento em 25 anos; a crise é global

GERAL

O mundo inteiro em crise: a China registra o seu pior crescimento em 25 anos e, ainda assim, a grande mídia noticia uma “análise” do FMI dizendo que o “desempenho fraco” do Brasil é que tem trazido as economias pra baixo. Dá pra acreditar?

Nesta madrugada, o governo chinês anunciou que o PIB da China mostrou um crescimento de 6,8% no 4º trimestre de 2015. No acumulado do ano passado, a segunda maior economia do mundo mostrou expansão de 6,9%, desacelerando em relação ao resultado de 2014 (+7,3%), além de também ter sido seu pior resultado desde 1990.

Isso tem uma série de implicações nas economias do mundo todo. O capitalismo – que os liberais tanto admiram -, além de concentrar riqueza, vem causando crises mundiais sucessivas, em pouco espaço de tempo, o que mostra que é um modelo em falência.

A desaceleração da economia chinesa tem efeitos diretos, principalmente, no mercado do petróleo – outra informação que a grande mídia faz de tudo para esconder. Enquanto os jornalões brasileiros noticiam a queda das ações da Petrobrás (como se isso tivesse algo a ver com “má administração” ou com corrupção), esquecem de dizer que a queda do preço do barril de petróleo (chegamos a bater os 28 dólares ontem) tem afetado todas as petroleiras mundo afora. O crescimento da China tem tudo a ver com isso, já que é um dos países que mais consome petróleo no mundo, e isso afeta diretamente o preço do barril. Menos consumo, mesma oferta, já sabe, né?…

Por aqui, é capaz de continuarem repetindo que a culpa da crise mundial é da Dilma, tão poderosa que derrubou até o crescimento da China. Não se deixe enganar, a crise é global!

Todas as petroleiras sofrem com a queda do preço do barril; culpa não é da Petrobrás

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Por mais que a mídia e a turma do “quanto pior, melhor” tentem te fazer acreditar no contrário, a crise do petróleo está longe de ser culpa da Petrobrás. A crise é global. No ano passado, alertamos para o fato de que, em um ano, o preço do barril caiu mais de 50%. A queda continua. Há apenas 16 meses, o barril de petróleo custava entre 100 e 110 dólares. Hoje, está nos 28 dólares dólares e deve chegar a 20 ou 15 dólares, segundo as previsões mais pessimistas.

Isso acontece porque a demanda por petróleo caiu, principalmente com a desaceleração da economia de grandes consumidores, como China e Alemanha, e os países da OPEP mantiveram a produção no mesmo ritmo. Mesmo nesse cenário, os países membros da OPEP não pretendem diminuir a produção, o que desvaloriza ainda mais o preço. Eles afirmam que vão manter o ritmo para garantir competitividade e quebrar outros produtores, como o shale oil americano. A expectativa é que o mercado se autorregule novamente.

Até lá, as economias que dependem fundamentalmente de petróleo e gás sofrem duros golpes, caso da Noruega e o Canadá, quinto maior produtor do mundo, por exemplo. Como vocês podem ver, não é só o Brasil que passa por momentos de dificuldade.

Com a queda do preço do barril é claro que algumas petroleiras do mundo vão quebrar ou vão demitir em massa, e isso não deixa de fora a Petrobrás. Na Ásia, o preço do barril caiu para o valor mais baixo desde 2003, para um valor abaixo dos US$ 28. Em Nova York, os preços chegaram a atingir US$ 29,93 o barril. No ano, perdas já chegam a quase 20% do setor.

É preciso ter isso em mente quando nos deparamos com “análises” de “especialistas” culpando uma suposta má administração e as denúncias de corrupção pelo momento delicado por que passa a Petrobrás. Não se deixe enganar, as maiores petroleiras do mundo passam por dificuldades semelhantes. O problema é estrutural e não focal. Não dá pra levar em consideração papo de entreguistas e dos privatizadores, sempre com suas campanhas de desacreditar, desmontar e vender a preço de banana. A Petrobrás é formada por milhares de trabalhadoras e trabalhadores e é patrimônio de todos os brasileiros.

Aécio, mais uma vez, ataca a liberdade de imprensa ao processar o Brasil de Fato

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Não é novidade pra ninguém que o senador Aécio Neves não tem um apreço lá muito grande pela liberdade de imprensa. Além de ser dono ou sócio de boa parte dos veículos de imprensa de Minas Gerais, ele é conhecido por perseguir jornalistas, processar jornais e revistas que falam “mal” dele (principalmente no estado de MG) e, no episódio mais marcante da obra, por processar 66 twitteiros que falavam contra ele nas eleições do ano passado.

A nova é que Aécio agora processa o jornal Brasil de Fato por calúnia e difamação pela matéria que fala do desvio de R$ 14 bilhões da saúde de Minas Gerais quando Aécio Neves era governador do estado. Bom, a ação do MPF contra Aécio e Anastasia realmente existe. Os dois são responsabilizados pelo descumprimento, no período de 2000 a 2013, de determinação constitucional que obriga os governos estaduais a investirem 12% da receita estadual em serviços de saúde pública.

Se a ação existe, qual é a argumentação em que o senador se baseia para processar o jornal? Processar e perseguir incessantemente aqueles que falam contra você na política não é censura? Não é cercear a liberdade de imprensa? Pois é, senador Aécio Neves, a gente acha que sim.

Veja aqui outros casos (reunidos pelo próprio Brasil de Fato) em que Aécio atuou contra a liberdade de imprensa:

Não é novidade que Aécio Neves recorra à Justiça para tratar de assuntos que o incomodam. Em março de 2014, o senador moveu uma ação que pedia que os sites de busca Google, Bing e Yahoo excluíssem cerca de 20 mil links e removessem 19 termos sugeridos automaticamente na pesquisa virtual. Outra ação, de dezembro de 2013, pedia a exclusão de postagens nas redes sociais que o vinculavam ao uso de drogas.

As tentativas de restrição aconteceram também a sindicatos. Em setembro de 2014, um mês antes da eleição presidencial, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) recebeu do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a proibição de continuar a veicular sua campanha sobre problemas da educação mineira. A atitude do TRE foi motivada por dez ações da coligação eleitoral “Todos por Minas”, que lançava Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo estadual.

Kerison Lopes, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG), classifica as ações judiciais como “censura”. “Como estava acostumado a cercear a maioria dos veículos, é para ele inaceitável existir um jornal como oBrasil de Fato, que não esteja sob a sua intervenção”, afirma. Segundo Kerison, foram inúmeras as denúncias de demissões de jornalistas e interferência do grupo político de Aécio Neves nas redações de jornais mineiros, protocoladas no SJPMG e no Ministério Público.

 

O ex-jogador de futebol assassinado e a urgência da desmilitarização da polícia

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José Erlanio Freires Alves, casado e pai de 4 filhos, foi morto porque carregava a caixinha preta dos óculos nas mãos. Essa foi a explicação do sargento da PM de SP Eduardo Pontes de Lima, 31 anos, preso em flagrante pelo assassinato do ex-jogador de futebol.

Hoje, José Erlanio Freires Alves era auxiliar de almoxarifado. Não faz muito tempo, ele era conhecido como Toni no mundo do futebol. Entre 2000 e 2005, segundo amigos, Alves atuou como meia-direita do Operário, time de Várzea Grande, no Mato Grosso. Em 12 de março de 2003, ele enfrentou o Palmeiras pela Copa do Brasil, ainda no antigo estádio do time paulista, e sofreu uma derrota por 5 a 1.

A vida de José acabou ontem (13/01) nas mãos de um sargento da polícia militar de São Paulo ao ser confundido com um ladrão de moto. Ele esperava carona de um amigo para levá-lo ao trabalho, no ABC Paulista, quando foi abordado pelo policial e não teve chance de se defender.

Esse caso é mais uma prova de que a polícia militar, hoje, faz mais o trabalho de algoz do que de protetor, principalmente nas periferias. A polícia militar brasileira está entre as que mais mata no mundo. Em cinco anos (2005 – 2009), a PM de São Paulo matou mais do que todas as polícias americanas juntas. E o país segue como se isso fosse normal, só mostrando indignação quando essa violência sai da periferia e atinge a classe média.

Por esses motivos e por todos os Amarildos, Claudias e tantos outros é que a desmilitarização da polícia é urgente. Desmilitarizar não é acabar com a polícia, como muitos tentam vender, existem diversos motivos pelos quais isso se faz necessário.

Comecemos pelo começo. No Brasil, existem duas polícias: militar e civil. Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, cabem as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. Já às polícias militares cabem o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública. Lembrando que o modelo de militarização da polícia como concebido nos dias atuais é uma herança da ditadura militar.

Agora, por que é importante desmilitarizar a polícia? Em primeiro lugar, o bolso. Gasta-se mais mantendo polícias militar e civil. Em segundo lugar, o treinamento. Hoje, a polícia militar recebe um treinamento de guerra. E toda a crueldade cometida contra os soldados é descontada, posteriormente, na própria população que a polícia devia proteger. É cruel para os dois lados. Os policiais não entram em contato com nenhuma noção de direitos humanos e são soltos nas ruas (a maioria, muito jovem) depois de um treinamento cruel e desumano. Desmilitarizar a polícia também é permitir que os agentes sejam julgados por tribunais civis, como qualquer cidadão, e não militares, acabando com os desmandos dentro da corporação. Vale lembrar que 77,2% dos próprios policiais são a favor da desmilitarização.

É por isso que precisamos, urgentemente, resgatar esse debate e avançar, não só quando a violência invade os espaços fora da periferia, mas com urgência, porque a periferia sofre todos os dias com a violência daqueles que deveriam nos proteger. José Erlanio Freires Alves, pai de 4 filhos, é mais uma triste prova disso.

Com informações d’A Ponte

 

Porque a venda da Gaspetro foi um negócio da China

DA CINHA

Depois de muito tentar, Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, conseguiu a venda de 49% da Gaspetro no apagar das luzes de 2015. A Federação Única dos Petroleiros já tinha alertado: vender a Gaspetro em tempos de queda do preço do barril de petróleo era tiro no pé. A venda para o Grupo Mitsui, consolidada no dia 28 de dezembro, é, de fato, um negócio da China. Veja o porquê:

1. Negócios obscuros pairam pela venda da Gaspetro em todos os seus aspectos. Segundo estimativas feitas peloscbancos JP Morgan e Brasil Plural, os valores de 49% da Gaspetro estavam calculados em 1,3 bilhão DE DÓLARES, ou seja, 5,6 bilhões de reais. Mesmo assim, a subsidiária foi vendida por 1,93 bilhão de reais.

2. Em 2014, a Gaspetro teve um lucro líquido de R$ 1,5 bilhão – R$1,4 bilhão na média de 2010 a 2014. Se a empresa mantiver a média, a abertura de 49% de seu capital significaria a queda de quase metade da aquisição dos lucros da Petrobrás – cerca de R$ 750 milhões.

3. Mais um aspecto suspeito: em março de 2015, notícias sobre a possível venda de parte da Gaspetro foram divulgadas; em abril, Murilo Ferreira diretor-presidente da Vale, foi nomeado presidente do Conselho de Administração da Petrobras; em junho, a japonesa Mitsui Gás foi cotada como provável compradora; em setembro, com o negócio encaminhado, Murilo Ferreira pediu licenciamento do conselho. Será possível que houve favorecimento do Grupo Mitsui, de quem a Vale é parceira em empreendimentos?

Depois de concluída a venda, Bendine declarou que essa foi mais uma etapa cumprida do Plano de Desinvestimento da empresa, elaborado pela atual gestão e altamente criticado por petroleiros e trabalhadores do setor por ser um plano de desmonte e sucateamento da estatal. “Esta operação, feita por meio de processo competitivo, faz parte do Programa de Desinvestimentos previsto no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 (…)”, declarou.  Como é um processo competitivo se a subsidiária foi vendida a preço de banana e a venda representa uma perda de lucros gigantesca para a Petrobrás? Acreditamos que Bendine deve ser se referindo ao Grupo Mitsui. Pra eles, sim, foi um grande negócio.

O extrato de Aécio: mais de R$ 21 milhões em corrupção

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A delação feita no fim do ano passado, que denuncia a entrega de R$ 300 mil a um diretor da UTC para repasse a Aécio Neves foi só mais uma para a conta do senador. Muita gente esquece, mas a lista de acusações de Aécio vai longe. E se somássemos todos os valores que ele teria recebido por meio de práticas ilegais? Pois o Viomundo fez isso e a conta passou dos R$ 21 milhões. Se atualizados para novembro de 2015, usando o IPCA-IBGE, os valores chegariam a R$ 34,8 milhões.

Abaixo está a conta (que pode ser ainda maior):

Operação Lava Jato (2013): R$ 300.000
TOTAL: R$21.310.000,00
Pois Janot parece não ter feito as contas. Aécio segue pagando de bom moço no senado, posando na imprensa como um grande combatente da corrupção.